 |
LIÇÃO 09
Sábado, 29 de Agosto de 2026
O trabalho e a vida
|
“Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no Seu nome” (João 1:12).
“A mentalidade de amor abnegado de Cristo é a atitude que se espalha totalmente pelo Céu, e é a própria essência da felicidade celestial. Essa é a marca registrada que os seguidores de Cristo levarão, e a obra que realizarão.” — Caminho a Cristo, p. 77.
Estudo adicional: Caminho a Cristo, capítulo 9, pp. 77-83.
Domingo, 23 de agosto | 1. A VIDA E A LUZ
1A) O que o coração natural não conhece — e com que resultado? João 1:4 e 5.
Jo 1:4 e 5 — Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5 E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
“Deus é a fonte de vida, luz e alegria para o universo. Como raios de luz vindos do sol, como as correntes de água que brotam de uma fonte viva, as bênçãos fluem dEle para todas as Suas criaturas. E onde quer que a vida de Deus esteja no coração dos seres humanos, ela fluirá para os outros em amor e bênção.” — Caminho a Cristo, p. 77.
1B) Quando o ser humano nutre o amor de Cristo no coração, o que surgirá na vida? 2 Coríntios 2:14 e 15; 2 Coríntios 5:14.
2Co 2:14 e 15 — E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento. 15 Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem.
2Co 5:14 — Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram.
“Quando o amor de Cristo está internalizado no coração como uma doce fragrância, não pode ficar escondido. Todas as pessoas com quem entrarmos em contato sentirão sua influência. O espírito de Cristo no coração é como uma fonte no deserto, fluindo para refrescar a todos, e criando naqueles que estão prestes a perecer a ânsia por beber da água da vida.” — Idem.
“Que o mundo veja que não estamos egoisticamente envolvidos com nossos próprios interesses, mas que desejamos que outros compartilhem de nossas bênçãos e privilégios. Que vejam que nossa religião não nos torna insensíveis ou exigentes. Que todos os que afirmam ter encontrado a Cristo sirvam aos semelhantes, como Ele fez.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 152.
Segunda-feira, 24 de agosto | 2. PARTICIPANTES DA GRAÇA
2A) Quando aceitamos Jesus como nosso Salvador, que necessidade Ele supre? João 1:12 e 13; 1 Coríntios 1:4 e 5; Romanos 5:1 e 2.
Jo 1:12 e 13 — Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; 13 Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.
1Co 1:4 e 5 — Sempre dou graças ao meu Deus por vós pela graça de Deus que vos foi dada em Jesus Cristo. 5 Porque em tudo fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento.
Rm 5:1 e 2 — TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; 2 Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
“Aqueles que são participantes da graça de Cristo estarão prontos para fazer qualquer sacrifício a fim de que outros, por quem Ele morreu, possam participar do dom celestial. Farão tudo o que puderem para fazer do mundo um lugar melhor enquanto passam por ele. Essa atitude é o fruto natural de uma alma verdadeiramente convertida. Tão logo alguém se aproxima de Cristo, nasce em seu coração o desejo de revelar a outros que precioso Amigo essa pessoa encontrou em Jesus. A verdade que salva e santifica não pode ficar guardada no coração. Se estivermos revestidos com a justiça de Cristo e preenchidos pela alegria de Seu Espírito que em nós habita, não conseguiremos ficar em silêncio. Se provamos e vimos que o Senhor é bom, teremos algo a falar. Do mesmo modo que Filipe ao encontrar o Salvador, convidaremos outros à presença do Mestre.” — Caminho a Cristo, p. 78.
2B) Que conselho o apóstolo Paulo nos dá para enfrentarmos problemas e dificuldades? Hebreus 4:16.
Hb 4:16 — Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.
“Jesus conhece as necessidades de Seus filhos e ama ouvir suas orações. Que os fiéis excluam o mundo e tudo o que possa desviar os pensamentos de Deus; que sintam que estão a sós com o Pai, que Seu olhar investiga o íntimo do coração e lê o desejo da alma, e que possam conversar com Deus.” — Filhos e filhas de Deus, p. 121.
2C) Após nos tornarmos filhos de Deus, o que passamos a dever aos outros? Romanos 1:14 e 15.
Rm 1:14 e 15 — Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. 15 E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma.
“Em que sentido Paulo era devedor, tanto a judeus quanto a gregos? Ele havia recebido a mesma comissão que todo discípulo de Cristo recebe: ‘Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos’. Ao aceitar a Cristo, Paulo aceitou essa missão. Ele compreendeu que agora estava sob o dever de trabalhar por todas as classes de pessoas — por judeus e gentios, sábios e ignorantes, por aqueles que ocupavam elevadas posições, assim como pelos que estavam nos mais humildes caminhos da vida.” — The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 6, p. 1067.
Terça-feira, 25 de agosto | 3. O FRUTO DA CONVERSÃO
3A) Se o Espírito Santo está em nosso coração, qual será uma de nossas primeiras atitudes? João 1:41 e 42.
Jo 1:41 e 42 — Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). 42 E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).
“Buscaremos apresentar [aos outros] os atrativos de Cristo e as realidades invisíveis do mundo futuro. Haverá um intenso desejo de seguir pelo caminho que Jesus trilhou. Haverá um anseio sincero de que aqueles ao nosso redor possam ‘contemplar o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’. João 1:29.
“E o esforço para abençoar os outros retornará em bênçãos para nós mesmos. Esse era o propósito de Deus ao nos dar uma parte a desempenhar no plano da redenção. Ele concedeu aos seres humanos o privilégio de se tornarem participantes da natureza divina e, por sua vez, de espalharem bênçãos aos seus semelhantes. Essa é a maior honra, a maior alegria que Deus pode conceder à humanidade. Aqueles que assim se tornam participantes de esforços movidos pelo amor são atraídos para mais perto de seu Criador.
“Deus poderia ter confiado aos anjos a mensagem do evangelho e a obra completa do ministério de amor. Poderia ter empregado outros meios para cumprir Seu propósito. Mas, em Seu infinito amor, Ele escolheu nos tornar cooperadores dEle, de Cristo e dos anjos, para que pudéssemos compartilhar a bênção, a alegria e a elevação espiritual que resultam desse ministério altruísta.
“Somos levados a nos identificar com Cristo pela comunhão de Seus sofrimentos. Cada ato de sacrifício próprio pelo bem dos outros fortalece a beneficência no coração de quem doa, unindo-o mais intimamente ao Redentor do mundo, que, ‘sendo rico, por amor de vós Se fez pobre, para que, pela Sua pobreza, enriquecêsseis’. 2 Coríntios 8:9. E é somente à medida que cumprimos desse modo o propósito divino em nossa criação que a vida pode ser uma bênção para nós.” — Caminho a Cristo, pp. 78-80.
3B) Que exemplo de Cristo deve nos guiar em nosso relacionamento com parentes e vizinhos? Gálatas 6:9 e 10; João 9:4.
Gl 6:9 e 10 — E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. 10 Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.
Jo 9:4 — Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
“Se você for trabalhar como Cristo queria que Seus discípulos fizessem, ganhando almas para Ele, sentirá necessidade de uma experiência mais profunda e de um conhecimento melhor das coisas divinas, e isso o levará a sentir fome e sede de justiça. Você suplicará a Deus, Ele fortalecerá sua fé, e sua alma beberá goles mais profundos da fonte da salvação. O ato de enfrentar oposição e provações o levará à Bíblia e à oração. Consequentemente, você crescerá na graça e no conhecimento de Cristo e desenvolverá uma rica experiência.” — Ibidem, p. 80.
Quarta-feira, 26 de agosto | 4. TRABALHO ALTRUÍSTA
4A) Mencione um grande perigo para nós como membros da igreja hoje. Malaquias 3:8-10.
Ml 3:8-10 — Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. 9 Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. 10 Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.
“Atualmente, o maior perigo [para os adventistas guardadores do sábado] está no acúmulo de bens. Alguns estão aumentando continuamente seus cuidados e trabalhos, o que os têm sobrecarregado. Isso os levou a quase se esquecerem de Deus e das necessidades de Sua causa. Portanto, estão espiritualmente mortos. Nesse caso, é necessário que façam um sacrifício a Deus mediante uma oferta. Um sacrifício não aumenta [os bens], mas [os] diminui e consome. [...] Grande parte dos recursos entre nosso povo está apenas resultando em dano para aqueles que a eles se apegam.” — Testemunhos para a igreja, vol. 1, p. 492.
4B) Que virtudes cristãs ajudam os crentes a crescerem na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo? 1 Pedro 4:8-10; Hebreus 13:2.
1Pe 4:8-10 — Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados. 9 Sendo hospitaleiros uns para com os outros, sem murmurações, 10 Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.
Hb 13:2 — Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos.
“Deus também nos oferece o mesmo privilégio que concedeu a Abraão e a Ló. Ao recebermos com hospitalidade os filhos de Deus, também podemos receber Seus anjos em nossa casa. Mesmo hoje, anjos em forma humana entram nos lares e ali recebem hospedagem. E sempre anjos invisíveis acompanham os cristãos que vivem à luz do rosto de Deus, e esses seres santos deixam uma bênção em nosso lar.” — Ibidem, vol. 6, p. 342.
4C) Que necessidade os crentes de hoje devem suprir? 2 Coríntios 10:16.
2Co 10:16 — Para anunciar o evangelho nos lugares que estão além de vós e não em campo de outrem, para não nos gloriarmos no que estava já preparado.
“Os membros leigos de nossas igrejas podem realizar uma obra que, até agora, mal começaram. Ninguém deve se mudar para novos lugares apenas por causa das vantagens seculares. Pelo contrário, onde quer que surja uma oportunidade para obter sustento, que famílias firmes na verdade aproveitem essa chance e vão — uma ou duas para cada lugar — trabalhar como missionárias. Devem sentir amor pelas almas, a responsabilidade do trabalho por elas, estudando maneiras de como atraí-las para a verdade. Podem distribuir nossas publicações, realizar reuniões na casa dessas pessoas, familiarizar-se com seus vizinhos e convidá-los para esses encontros. Assim, podem deixar sua luz brilhar em boas obras.” — Ibidem, vol. 8, p. 245.
“Há muito tempo Deus espera ver uma mentalidade de serviço tomando conta de toda a igreja, levando os membros a trabalharem para Ele de acordo com a habilidade de cada um. Quando os membros da igreja de Deus realizarem a obra que lhes compete nos campos necessitados, tanto em seu próprio país quanto no exterior, cumprindo a comissão evangélica, o mundo inteiro será logo advertido e o Senhor Jesus retornará a esta Terra com poder e grande glória.” — Atos dos apóstolos, p. 111.
Quinta-feira, 27 de agosto | 5. REPRESENTANTES FIÉIS
5A) A. O que se espera de todos aqueles a quem o evangelho foi confiado — especialmente dos obreiros? 1 Coríntios 4:1 e 2; Apocalipse 2:10.
1Co 4:1 e 2 — QUE os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. 2 Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel.
Ap 2:10 — Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
“É privilégio das sentinelas nos muros de Sião viverem tão perto de Deus e serem tão sensíveis às impressões de Seu Espírito, que Ele possa trabalhar por meio delas para falar aos pecadores sobre o perigo que correm, e indicar-lhes o lugar de segurança. Escolhidos por Deus, selados com o sangue da consagração, devem resgatar homens e mulheres da destruição iminente. Devem advertir fielmente seus semelhantes sobre o resultado certo da transgressão e, com fidelidade, preservar e proteger os interesses da igreja.” — Obreiros evangélicos, p. 15.
5B) Que exemplo Daniel deu para a juventude de hoje? Daniel 1:8 e 15.
Dn 1:8 e 15 — E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar. [...] 15 E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, e eles estavam mais gordos de carne do que todos os jovens que comiam das iguarias do rei.
“O Senhor gostaria que aprendêssemos também uma lição da experiência de Daniel. Há muitos que poderiam se tornar pessoas poderosas se, como aquele fiel hebreu, dependessem de Deus para obterem graça a fim de serem vencedores, e força e eficiência em suas atividades. Daniel manifestava a mais perfeita cortesia, tanto para com os mais velhos quanto para com os jovens. Ele atuava como testemunha de Deus e buscava seguir um caminho que não o fizesse sentir vergonha se o Céu ouvisse suas palavras ou visse suas atitudes. Quando exigiram que Daniel participasse das iguarias da mesa do rei, ele não se deixou levar pela paixão nem decidiu comer e beber como bem entendesse. Sem dizer uma palavra de desafio, ele levou o assunto a Deus. Ele e seus companheiros buscaram a sabedoria do Senhor, e quando terminaram de orar fervorosamente, tinham tomado a decisão. Com verdadeira coragem e cortesia cristã, Daniel apresentou o caso ao oficial que os tinha sob seu comando, pedindo que lhes fosse concedida uma dieta simples. Esses jovens sentiram que seus princípios religiosos estavam em jogo e confiaram em Deus, a quem amavam e serviam.” — Testemunhos para ministros, p. 263.
Sexta-feira, 28 de agosto | PARA VOCÊ REFLETIR
1. Que condição do mundo tornou necessário que Deus lhe comunicasse luz?
2. Que mudança maravilhosa a vida dos crentes revelará?
3. Qual deveria ser nossa reação a uma bênção recebida?
4. Descreva algumas formas pelas quais cada um de nós pode servir aos outros.
5. Como a fidelidade de Daniel serve de inspiração para mim?