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Desafios na estrada

“Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade” ().

No dia 2 de abril de 1843, montei meu pobre cavalo, que ainda sofria de in-flamação torácica, e parti em direção à minha cidade natal. Eu estava mui-to desgastado pelos trabalhos do inverno. A neve era profunda, e, ao atra-vessá-la, os pés do meu cavalo ficavam mais altos que o topo dos postes das cercas na maior parte do tempo. Minha única roupa estava muito gas-ta, e eu não tinha dinheiro. Durante todo o período, o que recebi pelo meu trabalho não somava nem cinco dólares (R$ 1.100,00 pelo câmbio de de-zembro de 2024). Ainda assim, meu coração estava cheio de alegria pela esperança.

Enquanto seguia, meu cavalo começou a se irritar por ser obrigado muitas vezes a sair da estrada e ter de pisar na neve profunda para dar passagem às carroças que vinham em sentido contrário. Algumas vezes, ao cruzar com mulheres e crianças, ele quase as empurrava para dentro dos trenós onde estavam sentadas. Temendo que pudesse ferir alguém, decidi desmontar sempre que visse uma carroça se aproximando. Empur-rava meu cavalo para fora da estrada e o segurava firmemente até que o caminho estivesse livre.

Ao entrar na cidade de Augusta, avistei um fazendeiro retornando para casa com um trenó de feno vazio, puxado por três parelhas de bois. Resol-vi passar ao lado da comitiva. O condutor estava sentado na parte frontal do trenó, enquanto os bois caminhavam pelo centro da estrada. Ao ser empurrado para fora da trilha estreita, meu cavalo ficou furioso. Quando o grupo estava passando, ele se jogou contra o primeiro conjunto de esta-cas do trenó. Percebendo que havia grande chance de ser jogado contra a segunda linha de estacas afiadas e de sofrer um grave acidente, saltei rapidamente do cavalo, passando por cima das estacas e caindo na neve do outro lado.

Enquanto me levantava, vi as parelhas de bois avançando com meu ca-valo literalmente carregado sobre o trenó. Eles já estavam vários metros à frente.

— Ei! — gritei. — Por favor, pare os bois e me deixe pegar meu cavalo!

Minha voz ecoou pelo ar frio, enquanto eu corria para tentar alcançá-los, esperançoso de que alguém atendesse ao meu pedido.

Meditação para os cultos de pôr do sol de 2026, Os pioneiros — Detalhes da vida de Guilherme Miller, Tiago White e José Bates ©
Este material é uma compilação traduzida e adaptada das seguintes obras em inglês:
1. Life Sketches of Elder James White, and his Wife, Mrs. Ellen G. White (1880)
2. Everett Dick, Founders of the Message, Review and Herald Publishers (1938)

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